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Fluminense Football Club - Rio de Janeiro - Brasil
O Mascote O Tricolor de Laranjeiras sempre se caracterizou por possuir torcedores ilustres e famosos, presidentes, cantores, artistas, personalidades ligadas a cúpula do futebol mundial e, desta forma surgiu a ideia de um outro símbolo tricolor - O Cartola -. Idealizado pelo grande caricaturista argentino Lorenzo Mollas, em 1943, o Cartola surgiu, elegante, de fraque e com sua imponente piteira, retratando a imagem da aristocracia tricolor. Ao longo do tempo surgiram diversas versões do Cartola Tricolor, seja idealizado por meios de comunicação ou cartunistas famosos, como o Ziraldo, e foram utilizados em jornais, em charges e outras publicações. No início dos anos 2000, surgia o Cartolinha. Criado e tendo como público-alvo o público infantil, o mascote demonstra a vontade do clube de estar próximo dos pequenos e futuros tricolores, passando o amor pelo clube de geração em geração. Manteve-se a tradição, mas o Cartolinha ganhou traços de uma criança alegre, sorridente, perspicaz e de olhar expressivamente vivo. Atualmente é o único mascote oficial do Fluminense Football Club. Como surgiu o termo "torcida"? É claro que sendo o Fluminense o clube da sociedade carioca, a presença feminina nos jogos era uma constante. O escritor Coelho Netto, pai do grande atleta tricolor Preguinho e seguidor apaixonado do Fluminense, também era figura obrigatória nos gramados. Pois foi esse importante personagem, o responsável pela criação do termo “torcida”, que hoje serve para designar quem simpatiza com este ou aquele clube. Observador atento, Coelho Netto notou que quando o time atacava ou era atacado, as mulheres que compareciam aos jogos, com seus belos e quentes vestidos rendados, num misto de ansiedade, calor e nervosismo, empunhando sombrinhas, torciam suas luvas e lenços encharcados de suor. Em uma de suas colunas após um dos jogos, Coelho Netto chamou essas mulheres de “torcedoras”. Pronto, estava criado o termo que até hoje é símbolo da paixão clubística. Em seguida ganhou similar masculino. Hoje, torcida é sinônimo de amor ao clube do coração. Sem o “torcedor”, o espetáculo perde o brilho e a razão. Nada é mais frustrante que um estádio vazio. Como disse o grande músico erudito brasileiro Arthur Moreira Lima “Assim como o primeiro homem era Adão, o primeiro torcedor era Fluminense”. Torcidas, Torcedores e Movimentos A torcida tricolor é o maior patrimônio do Fluminense, na vitória ou na derrota nunca deixa de acompanhar o time, com seu apoio e dedicação. Isto inspirou a criação de várias torcidas organizadas. A Força Flu, por exemplo, foi fundada em 25 de novembro de 1970, inspirando-se na "Forza Italia", torcida que acompanhava a seleção italiana na Copa do Mundo de 1970, no México. Seu lema é "Conosco quem quiser, contra nós quem puder". Já em dezembro do mesmo ano surgia a Young Flu, a maior torcida organizada do Fluminense cujo lema é "Poucos a viram nascer, muitos a viram crescer, ninguém há de vê-la morrer". A Flunitor ("O terremoto grená") foi fundada em 1973 por tricolores de Niterói. A Fiel Tricolor fundada em 1976 tem como lema a frase "A torcida que mais cresce". Alunos do Colégio São Vicente de Paula, em Laranjeiras, iniciaram a Garra Tricolor em 1995 com o lema "Verás que um filho teu não foge à luta". Alguns torcedores individualmente entraram para a história do clube e devem ser lembrados: Chico Guanabara - capoeirista destemido e respeitado por todos, foi na verdade o primeiro torcedor carioca. Se necessário fosse enfrentava os cavalarianos da polícia. Só respeitava os dirigentes tricolores. Barriga - bebia para festejar as vitórias do Flu e também para afogar as mágoas nas derrotas. Recordista difícil de ser batido, rolou por briga ou embriaguez de todas as arquibancadas dos campos cariocas. Batista - negro bem apessoado, tinha quase dois metros de altura e pesava mais de 100kg. Lembrava em 1915 os lendários campeões de boxe. Possuía duas paixões na vida: a Marinha, onde era sargento de carreira, e o Fluminense. Peitão - era fuzileiro naval e foi campeão de boxe. Assistia os jogos do Flu na pista de atletismo pois, agitado do jeito que era, prefiria movimentar-se à vontade e mudar de lugar quando achava necessário. Sua dedicação ao clube era imensurável. Certa vez o Flu promoveu um torneio de boxe, tendo faltado o pugilista da luta principal. Peitão não admitiu que o Flu fosse criticado, prontificou-se a fazer a luta. Sofreu duramente por três rounds intermináveis mas acabou sem beijar a lona, perdeu por pontos. Com o gesto ganhou para sempre seu lugar na história do clube. Paulista - era o regente do que durante anos foi chamado de Torcida Organizada. Com um megafone comandava os demais torcedores. Personificou o "Cartola" de casaca e tudo e, muito respeitoso, chamava a todos de senhor. Sumiu como apareceu, feito fumaça, sem deixar a fórmula de como comandar um grande grupo sem incitar a violência. Alemão - da mesma época e ao contrário de Paulista era muito chegado a uma proximidade no tratamento com jogadores e dirigentes. Chamava Preguinho pelo apelido e o presidente Jorge Frias, simplesmente por Frias. Ao término dos jogos fazia questão de dirigir-se ao seio da torcida adversária para gozar a vitória do Flu. Como resultado, surras e mais surras, sendo salvo na maioria das vezes pela polícia ou por outros torcedores do tricolor. Careca - Guilhermino dos Santos foi marco de uma grande geração de tricolores. Além do show à parte dado pelas torcidas nas arquibancadas, Careca fazia questão de batizar cada tricolor com um banho de talco. Sempre com uma bandeira tricolor amarrada ao pescoço e estendida em suas costas, totalmente branco devido ao talco (pó-de-arroz), tinha prazer em polvilhá-lo. Às vezes nem os adversários escapavam. Era o "homem do talco". Surgiram depois várias figuras populares como Guimarães, que pleiteava ser o torcedor tricolor número um; Pastel; Gelson Siciliano, conhecido como o homem da gaitinha e muitos outros. Essa massa humana de apaixonados é a força poderosa que mantém o Flu grandioso desde 1902 , e assim será pela eternidade. Hino O Fluminense possui um hino oficial e um popular. O primeiro hino do Fluminense, teve a letra composta por Coelho Netto, sobre a música de H. Williams - It's a long, long way to Tipperary - e foi cantado pela primeira vez na solenidade de inauguração da 3ª sede do clube, em 23 de julho de 1915. O primeiro hino O Fluminense é um crisol Onde apuramos a energia Ao pleno ar, ao claro sol Lutando em justas de alegria O nosso esforço se congraça Em torno do ideal viril De avigorar a nova raça Do nosso Brasil ! Corrige o corpo como artista Vida imprime à estátua augusta Faz da argila uma robusta Peça de aço onde a alma assista Na arena como na vida Do forte é sempre a vitória Do estádio foi que a Grécia acometida Irrompeu para a glória Ninguém no clube se pertence A glória aqui não é pessoal Quem vence em campo é o Fluminense Que é, como a Pátria, um ser ideal Assim nas justas se congraça Em torno dum ideal viril A gente moça, a nova raça Do nosso Brasil ! Adestra a força e doma o impulso Triunfa, mas sem alardo O herói é bravo mas galhardo Tão forte d'alma que de pulso A força esplende em saúde E abre o peito à bondade A força é a expressão viva da virtude E garbo da mocidade Para evitar paródias com a primeiro cântico oficial, o clube lançou outro hino oficial, com letra e música de Antônio Cardoso de Menezes Filho. Hino Oficial do Fluminense F.C. Companheiros de luta e de glória Na peleja incruenta e de paz Disputamos no campo a vitória Do mais forte, mais destro e sagaz! Nossas liças de atletas são mansas Como as querem os tempos de agora Ressuscitam heróicas lembranças Dos olímpicos jogos de outrora Não nos cega o furor da batalha Nem nos fere o rival, se é mais forte! Nossas bolas são nossa metralha Um bom goal, nosso tiro de morte Fluminense, avante, ao combate Nosso nome cerquemos de glória Já se ouve tocar a rebate Disputemos no campo a vitória. Ouça o hino Oficial do Fluminense em versão com a banda do CFN - Mp3 ( em estúdio ) Gravação Original da Marcha ( Hino Popular ) do Fluminense A gravação original, histórica, rara e preciosa, foi feita na década de 40 pelo - Trio Melodia - que era formado por três tricolores famosos: Paulo Tapajós, Nuno Roland e Albertinho Fortuna, destaques da Rádio Nacional em sua época. O acompanhamento é da orquestra do maestro Lyrio Panicalli. Paulo Tapajós, figura das mais queridas do Flu em sua época, é Benemérito do clube e foi Vice-presidente Social nas gestões de vários presidentes. A remasterização desta gravação e transformação para o formato mp3, resgata a letra correta da marcha, alterada em diversas gravações posteriores, e recupera a terceira estrofe, relativa ao "branco", abandonada em muitas dessas outras gravações. Hino do Fluminense Football Club ( popular ) Sou tricolor de coração Sou do clube tantas vezes campeão Fascina pela sua disciplina O Fluminense me domina Eu tenho amor ao tricolor Salve o querido pavilhão Das três cores que traduzem tradição A paz, a esperança e o vigor Unido e forte pelo esporte Eu sou é tricolor Vence o Fluminense Com o verde da esperança Pois quem espera sempre alcança Clube que orgulha o Brasil Retumbante de glórias E vitórias mil Vence o Fluminense Com o sangue do encarnado Com calor e com vigor Faz a torcida querida Vibrar de emoção o tricampeão Sou tricolor de coração Sou do clube tantas vezes campeão Fascina pela sua disciplina O Fluminense me domina Eu tenho amor ao tricolor Salve o querido pavilhão Das três cores que traduzem tradição A paz, a esperança e o vigor Unido e forte pelo esporte Eu sou é tricolor Vence o Fluminense Usando a fidalguia Branco é paz e harmonia Brilha com o sol Da manhã Com a luz de um refletor Salve o Tricolor ( Letra: Lamartine Babo - Música: Lyrio Panicalli )
Honraria Taça Olímpica*: 1949 * Considerada como o Prêmio Nobel do Esporte. O Fluminense é o único clube da América Latina a tê-la conquistado, além de ser o único clube de Futebol do mundo a ter seu nome inscrito nela. Mundiais Copa Rio Internacional: 1952 Invicto Nacionais Campeonato Brasileiro: (2010) Campeonato Brasileiro: (1984) Campeonato Brasileiro : (1970) Copa do Brasil: (2007) Campeonato Brasileiro Série C: (1999) Regionais Torneio Rio-São Paulo: (1957 Invicto, 1960) Estaduais Campeonato Carioca: 30 (1906/1907¹/1908/1909, 1911, 1917/1918/1919, 1924, 1936/1937/1938, 1940/1941, 1946, 1951, 1959, 1964, 1969, 1971, 1973, 1975/1976, 1980, 1983/1984/1985, 1995, 2002 e 2005). 1: co-campeão, junto com o Botafogo. Taça Guanabara: 8 (1966, 1969, 1971, 1975, 1983, 1985, 1991 e 1993). Taça Rio: 2 (1990 e 2005). Torneio Início: 9* (1916, 1924, 1925, 1940/1941, 1943, 1954, 1956 e 1965). Após o término do Torneio em 1927, com o título conquistado sobre o São Cristóvão, a diretoria do Tricolor das Laranjeiras percebeu que durante a competição havia ferido um dos artigos que proibia a substituição de jogadores de uma partida para a outra, de forma que o clube oficializou o pedido de anulação do mesmo, tendo inclusive devolvido a taça.
A Carioca Rio leva você para assistir a estes espetaculos do futebol.
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